Sindsems reúne informações sobre as mudanças do Governo na Previdência que propõe reforma na aposentadoria dos brasileiros

Desde que o Governo Federal apresentou a proposta da nova reforma da previdência no ano passado, os contribuintes têm apresentado dificuldade para entender a tal proposta de mudança.

O SINDSEMS fez um apanhado, para que você servidor filiado, fique por dentro da reforma. A proposta entrará em vigor se for aprovada no Congresso.

A reforma tem como principal motivo, acabar com a aposentadoria por tempo de contribuição e fixar uma regra única. O Governo pretende fixar a idade para ambos os sexos: 65 anos e aumentar o tempo de contribuição que antes era de 15 anos para 25 anos.

Haverá uma regra de transição para não prejudicar quem está perto da aposentadoria. Por ela, quem estiver com 50 anos ou mais (homens) e 45 anos ou mais (mulheres) poderá se aposentar pelas regras atuais, pagando pedágio de 50% sobre o tempo que faltava para a aposentadoria (se for um ano, por exemplo, terá de trabalhar um ano e meio).

O governo propõe acabar com a então aposentadoria integral e reformula o calculo que hoje é feito pela a regra 85/95 na soma total de idade e tempo de contribuição e significa receber o valor total do chamado salário de benefício, que é a média dos 80% maiores salários recebidos desde julho de 1994.

A proposta do Governo Temer é: mesmo contribuindo por 25 anos, o trabalhador não terá direito à aposentadoria integral. Por exemplo, se um trabalhador contribuir com uma média de 2.000 reais durante 25 anos, ele receberá uma aposentadoria de apenas 1.520 reais quando chegar aos 65 anos de idade. Caso queira receber um valor superior, o brasileiro deverá continuar no mercado formal após os 65 anos ou começar a trabalhar aos 16 anos. Na prática, para ter acesso à média integral do valor contribuído, será preciso trabalhar formalmente por 49 anos. (Carta Capital).

Para os professores do ensino fundamental e médio, policiais civis, valerão as novas regras. Aos que já estão aposentados, as novas regras não afetarão no beneficio.

O Governo defende a proposta alegando um déficit recorde de R$ 149,73 bilhões em 2016, equivalente a 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB). O rombo é 74,5% maior que o registrado em 2015, quando somou R$ 85,81 bilhões, ou 1,5% do PIB.

 

Fonte: Carta Capital; O Globo; Senado Federal. 

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